Dos cartões de índice em papel aos dispositivos móveis:
a história do ERP remonta a mais de 100 anos. Em 1913, o engenheiro Ford Whitman Harris desenvolveu o que se tornaria a fórmula econômica de lote (ou fórmula de Wilson), um sistema em papel para planejamento da produção. Por décadas, a fórmula econômica de lote permaneceu como padrão na produção. A fabricante de ferramentas Black & Decker mudou o jogo em 1964, quando se tornou a primeira empresa a adotar uma solução de planejamento de necessidades de materiais (MRP) que combinava os conceitos da fórmula econômica de lote com um computador mainframe.
O planejamento de necessidades de componentes (CRP) permaneceu o padrão na produção até o desenvolvimento do Manufacturing Resource Planning II (MRP II) em 1983. O MRP II apresentava “módulos” como um componente chave da arquitetura de software e integrava componentes essenciais da manufatura, incluindo compras, listas de materiais, planejamento e gestão de contratos. Pela primeira vez, diferentes tarefas de produção foram integradas em um único sistema. O sistema MRP II também forneceu evidências convincentes de como as empresas poderiam usar o software para compartilhar e integrar dados corporativos, maximizando simultaneamente a eficiência operacional por meio de um melhor planejamento da produção, redução de estoques e diminuição do desperdício. Com a evolução da tecnologia da informação nas décadas de 1970 e 1980, conceitos semelhantes ao MRP II foram desenvolvidos para gerenciar atividades de negócios não relacionadas à produção, como finanças, gestão de relacionamento com o cliente e recursos humanos. Em 1990, analistas de tecnologia deram um nome a essa nova categoria de gestão empresarial: ERP (Enterprise Resource Planning).